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Fotografia Noturna + Panorâmica “adicionando” Pixels

09/09/2011

Neste post descrevo sobre como produzir fotografias noturnas somente com a luz ambiente. Esta fotografia foi produzida em Petrópolis-RJ ao fundo a Catedral de  São Pedro de Alcântara. O primeiro passo foi escolher o melhor ângulo para a foto. Este exercício exige paciência pois a melhor maneira de conhecer é caminhando nas ruas da cidade. Muitas vezes a fotografia mais criativa é de um ângulo inusitado buscando uma composição não tão óbvia. Neste dia eu já tinha visitado a catedral durante a manhã. Logo percebi que não era o ideal fotografá-la naquele momento pois havia muita sujeira nas paredes externas e o sol projetava uma sombra muito forte em um dos lados. Para “garantir” até fiz algumas fotos pois numa viagem curta muitas vezes você não consegue voltar para refazer algumas fotos.

Decidi então fotografá-la a noite. Voltei logo depois do pôr do sol. Vi que havia um córrego que passava bem em frente a ela. Sendo assim a imagem da catedral poderia refletir na água proporcionando um belo reflexo. Além disso, quantas igrejas foram construídas em frente ao rio. Com certeza isso foi planejado pelo arquiteto que a projetou.

Posicionei a câmera no tripé fiz a leitura da exposição no modo spot meter (pontual). Com dois segundos de exposição foi imprescindível o uso do tripé. Fiz então 5 fotografias com a câmera na vertical da direita para esquerda. Mesmo que minha intenção não era fazer uma panorâmica 180˚, gostei das ruas margeando o rio. Ao invés de utilizar uma imagem de 12.8 MP com uma objetiva grande angular, fiz três imagens na vertical “somando” os pixels da minha câmera. No final obtive uma imagem de aproximadamente 40.1 MP,  e muito mais detalhes .

Nikon D3 Objetiva 70-200 2.8 VRII FX em 80mm e a Exposição f5.6@2seg ISO 200

Faça um teste, pratique! Envie-me o resultado para podermos discutir em futuros posts.


Segredos da Fotografia Digital Panorâmica

26/08/2011

Rio Itajaí Açú
Esta é uma das fotos mais comentadas que já produzi. Talvez por causa de sua exposição no restaurante do Hotel Raul’s, ou porque foi utilizada pela prefeitura de Gaspar na “Expo Gaspar 2009”.
Mas muitos me perguntavam como foi produzida esta imagem. Sugiram várias hipóteses, muitas delas super criativas. Outros até duvidavam que era Gaspar mesmo. Posso afirmar que, salvo alguns sacos de lixo e sujeira no CCD que fui obrigado a eliminar, não houve uma grande “manipulação digital”.
Depois de ter analisado o ambiente, resolvi fazer a foto de um ângulo quase da altura do nível da água. Acreditem eu estava na beira do rio deitado de barriga para baixo buscando este ângulo para fotografar. Um fato curioso foi que não utilizei tripé, simplesmente porque era impossível naquelas circunstâncias. Fiz 8 fotos com a câmera na vertical deixando sempre uma margem de encaixe entre uma foto e outra. Também é preciso manter a linha do horizonte da câmera o mais estável possível. Para minimizar distorções geométricas na fusão das imagens fotografei com o zoom em 70mm. A primeira etapa foi simples assim. Demorei uns 10 minutos para fazer esta foto. Por motivo de segurança achei melhor repetir duas vezes esta série.
A segunda parte foi a manipulação no Photoshop. Para ficar mais fácil a compreensão fiz os prints abaixo. A fusão foi feita pelo Photoshop mesmo, apenas alguns ajustes por causa do movimento da água precisaram ser feitos.
Para finalizar, existem várias técnicas para se produzir fotografias panorâmicas. Vou ainda falar de outras maneiras mas em novos posts. Por enquanto acho legal quem tiver vontade de ir tentando desta forma, mesmo com poucos recursos já vai conseguir excelentes resultados.
Ficha Técnica:
Câmera Nikon D3
Objetiva 24-70mm 2.8 FX em 70mm
Exposição: f5.6@1/500 ISO 200