Olá galera da fotografia,
Esta imagem panorâmica é mais um exemplo da técnica descrita anteriormente.
Inverno/11
Câmera Nikon D3
f/11@1/250 ISO 400
Grande Abraço!
Neste post vou falar sobre as objetivas e suas qualidades especificamente para as câmeras compactas. Adotarei o termo objetiva, pois sempre vem na memória meu professor da faculdade Nick Dekker que dizia: Lente só serve em óculos, a câmera usa uma objetiva.
Nas câmeras compactas a objetiva faz parte do corpo, não sendo possível trocá-la. Assim você terá que escolher a mais versátil possível.
As câmeras ultra finas, super compactas nem sempre possuem excelentes objetivas. Elas têm a vantagem de ser pequenas e leves porém devido ao seu tamanho, não permitem um conjunto óptico muito sofisticado. O exemplo abaixo é uma Nikon Coolpix P100. Este modelo oferece mais versatilidade pois é composta com uma objetiva super completa. Mas por outro lado é uma câmera relativamente “grande” quando comparada as demais da sua categoria.
Nestes casos duas características são importantes: A luminosidade (abertura do diafragma) e a quantidade de vezes do zoom óptico.
Visualmente é possível perceber que quanto maior for o diâmetro da objetiva mais luminosa ela é. Mas tecnicamente falando, as melhores objetivas possuem uma abertura do diafragma entre f/4 e f/1.4. Este número está escrito na borda da objetiva conforme exemplo:
A nomenclatura no topo da objetiva diz que esta possui o Zoom óptico de 26x, ou seja, ela possui a capacidade através do seu mecanismo interno de aproximar o assunto que será fotografado em 26x. Porém quando aproximado ao máximo a abertura do diafragma máxima será de f/5.0. O que significa uma perda razoável de luz que atingirá o sensor dentro da câmera. Você irá notar que as imagens noturnas com o zoom máximo tendem a ficar mais escuras.
ED significa Extra-low dispersion glass, o vidro que foi produzido a objetiva é de alta qualidade e produz baixa dispersão de luz.
VR significa Vibration reduction, que a objetiva possui a capacidade de diminuir a vibração causada pela mão do fotógrafo no momento do click. Porém reduzir não significa eliminar. Tome cuidado pois isto é apenas uma câmera fotográfica e ela não faz milagres. Na verdade, o uso desta tecnologia se justica quando fotografamos no modo M (manual) em velocidades baixas (menores que 1/60) ou em situações que exista muita luz ambiente ex.: luz de teatro e shows. Não terá resultado expressivo em velocidades acima de 1/125 pois o próprio obturador irá congelar a imagem. Já no modo A ou P (automático) a câmera julgará se é necessário acionar esta função.
Objetivas para câmeras profissionais falarei em um novo post dedicado a cada uma delas. Existe muita informação de difícil compreensão sobre este assunto. Tentarei desmistifica-los aqui em breve.
Para finalizar gostaria apenas de fazer mais uma advertência. Não caia na ilusão do Zoom Digital. Este zoom consiste numa interpolação da imagem por cálculos matemáticos processados internamente que não irão contribuir com sua imagem. É uma “falsa” aproximação. Recomendo aproximarem posteriormente via software editor de imagem como o Photoshop.
Tamanho do sensor fotográfico
Escolhi este tema como o primeiro a ser comentado pois recebo quase que diariamente amigos com dúvidas sobre qual equipamento comprar.
Minha resposta começa com uma pergunta.
Para qual finalidade você pretende utilizar este equipamento?
Talvez seja para fotografar o filho que esta para nascer, uma viagem planejada, hobby de final de semana, uma paixão ou até mesmo pretensão numa carreira profissional. Bem, na verdade na maioria dos casos, o equipamento irá contribuir em torno de 20% da qualidade final da sua imagem.
Porém, existem algumas características que devemos levar em consideração. A primeira delas é o tamanho do sensor (CCD ou CMOS). Atualmente a maioria das câmeras compactas (exceto Tecpix) possuem qualidade muito semelhante. Pois o tamanho do sensor destas câmeras são quase todos do mesmo tamanho. A vantagem é que torna-se possível com esta tecnologia ter uma “câmera fotográfica” acoplada em dispositivos cada vez menores tais como, celulares, tabletts. As câmeras profissionais e semi-profissionais possuem um sensor maior. Confira no diagrama abaixo:
Estes sensores possuem milhões de células sensíveis à luz, chamados fotodiodos. Cada um deles gera uma carga elétrica quando estimulado pela luz que entra através da objetiva. Logo as câmeras que possuem sensores maiores possuem fotodiodos maiores. Estas cargas elétricas processadas pela camera transforma-se em uma imagem que é então armazenada no cartão de memória. Cada fotodiodo gera um pixel da imagem final. Estes milhões de pixels organizados lado a lado criam a imagem na tela do computador.
Ex: Um sensor de 3000 x 2000 fotodiodos vai gerar um arquivo de 6 megapixels.
Para concluir, o tamanho do pixel intefere mais na qualidade da imagem do que a quantidade pixel. Prefiro uma camera de 12.1 megapixel com um sensor fullframe 36x24mm do que uma camera de 18 megapixel com um sensor DSLR Comum 22x15mm.