Sessão de fotos produzidas em estúdio
Câmera Nikon D3
Objetiva Nikon Micro-Nikkor 105mm 2.8
Exposição: f/45@1/125 ISO 100
Flash Mako 3 tochas (1 Octosoft 300w) (2 SoftBox 300w)
Sessão de fotos produzidas em estúdio
Câmera Nikon D3
Objetiva Nikon Micro-Nikkor 105mm 2.8
Exposição: f/45@1/125 ISO 100
Flash Mako 3 tochas (1 Octosoft 300w) (2 SoftBox 300w)
Sessão de fotos produzidas em estúdio
Câmera Nikon D3
Objetiva Nikon Micro-Nikkor 105mm 2.8
Exposição: f/45@1/125 ISO 100
Flash Mako 3 tochas (1 Octosoft 300w) (2 SoftBox 300w)

Fotografia selvagem requer uma dose de paciência, sorte e o uso do equipamento correto. As duas primeiras eu tenho, já o equipamento para esta finalidade nem tanto. Porém quem não tem cão, caça como gato!
Estava eu um belo dia em Fernando de Noronha (chato isso) de férias claro, resolvi sair uma tarde apenas para fotografar os animais da ilha. Para conseguir esta imagem, primeiramente o silêncio é muito importante. Minha intenção era produzir uma seqüência desde o início do vôo até quando pássaro estivesse ao alcance da minha objetiva.
Meu plano foi aproximar-me cuidadosamente do assunto o máximo possível já com o olho no visor da câmera. Estava usando uma Nikon D3 objetiva 70-200mm com o zoom em 200 mm. O ideal seria uma objetiva no mínimo de 400mm, mas como este tipo de fotografia não é minha especialidade ainda não possuo.
Um dica importante! Sabendo que a exposição iria variar no momento da seqüência de clicks, ajustei a câmera no modo A (prioridade para abertura) com f/4.0 e assim a câmera julgou necessário para esta imagem a velocidade 1/2000. Fiz isso pois não haveria possibilidade de reajustar manualmente a exposição.
O motivo pelo qual escolhi a abertura do diafragma em f/4.0 foi para proporcionar um belo desfoque de fundo.
Ajustei a câmera em modo contínuo para aumentar as chances de conseguir a fotografia no momento exato do impulso para o vôo.
Aproveitando esta imagem, quero falar sobre a regra dos terços. Uma técnica simples mas sempre funciona.
Observe o quadro abaixo:
Estas linhas imaginárias servem para o fotógrafo conseguir um enquadramento mais equilibrado da imagem. Note que as intersecções das linhas formam 4 pontos chamados pontos de ouro. Basicamente o fotógrafo precisa preencher no mínimo 3 deles com alguma informação interessante ou como nesta foto, enquadrar o assunto principal sobre um destes pontos. Inclusive esta regra é tão importante que algumas câmeras possuem o recurso de habilitar estas linhas no visor da câmera.
Falarei mais sobre esta técnica em futuros posts.
Mais uma dica importante! Fotógrafo mesmo amassa o nariz na câmera para conseguir visualizar melhor o quadro da cena. Nada de utilizar a tela de LCD pois você terá dificuldades de enquadramento. Na verdade quando se olha através do câmera, a sua visão da cena aumenta além de evitar distrações paralelas ao assunto que está sendo fotografado.
Agora curtam a seqüência no face!
Local:Igreja Matriz São Pedro Apóstolo. Gaspar SC
Este efeito consiste basicamente em você movimentar o zoom da objetiva durante o tempo de exposição. Por de trás da tentativa e erro existe uma lógica para esta técnica. Neste post vou explicar detalhadamente como chegar a resultados como este aqui apresentado.
Por ser mais fácil, sugiro inicialmente fazer esta foto a noite ou em locais de baixa luminosidade. Mesmo que esta foto eu produzi durante o dia dentro da igreja num ângulo que o sol ficasse escondido entre os vitrais.
Utilizei um tripé bem firme, posicionei a câmera e fiz o foco . Através do visor fiz alguns testes (sem clicar) puxando o zoom e analisando quanto eu precisava girar o anel de zoom da objetiva para conseguir o movimento proporcionando a sensação de projeção da imagem. Detalhe importante apenas é possível produzir esta foto com uma câmera que possua zoom manual. Ex: DSLR (Digital sinlge lens reflex)
Entendendo o efeito
Esta imagem utilizei uma Nikon F5 com uma objetiva zoom 35-70mm 2.8D Nikkor AF com um filme Fujichrome Velvia 50. A exposição foi de 6seg @ f/11 no ISO 40.
O segredo está nas variações de zoom durante o tempo de exposição. Ou seja, durante os 6 segundos de exposição eu dividi em 3 partes. Do momento do clique até os dois segundos deixei o zoom em 70 mm, em seguida contando mentalmente outros dois segundos reajustei o zoom para 35mm a qual permaneceu até o último segundo.
Atualmente como o mundo é digital e o resultado instantâneo, você aumenta a possibilidade de acertar na tentativa erro e acerto. A luminosidade dos vitrais pode variar muito caso o sol se esconda atrás das nuvens ou a espessura do vidro bloqueie a passagem de luz.
Veja o diagrama abaixo:
Vale lembrar que esta técnica pode ser utilizada em qualquer local, desde que o tempo de exposição seja longo.
Esta imagem não possui manipulação digital. Pode parecer nostalgia. Mas na verdade, sinto saudades de quando fotografava com filme chromo. Mesmo com todas as limitações, dificuldades técnicas pelo menos você para ser fotógrafo, precisava estudar e muito.
Pode parecer nostalgia. Mas na verdade, sinto saudades de quando fotografava com filme chromo. Mesmo com todas as limitações, dificuldades técnicas pelo menos você para ser fotógrafo, precisava estudar e muito.
Este foi apenas um exemplo da técnica. Existem outras possibilidades. Futuramente voltarei abordar este assunto. Vale a pena arriscar e usar a criatividade.
Esta é uma fotografia relativamente simples de produzir. O difícil mesmo é acordar cedo e ir a praia para fotografar. Quem me conhece pessoalmente sabe que acordar cedo não é meu forte. Mas dias como estes fazem valer a pena o esforço.
Na Praia Brava em Itajaí SC é fácil encontrar navios na orla devido a proximidade do porto. Porém, é preciso ter cuidado com a escolha da praia, pois, nem todas estão voltadas para o leste. Algumas delas não é possível ter esta visão frontal do nascer do sol.
Estava eu aguardando os noivos trocarem de roupa para fazer um ensaio fotográfico na praia quando de repente eis que o sol começa surgir no horizonte. Fotografei com uma tele-objetiva 200mm para “aumentar” o tamanho do sol no quadro da foto. O navio também tinha sido combinado no dia anterior para que ele ficasse ali esperando eu fotografar.
Fiz vários clicks variando o enquadramento na vertical e horizontal. Nesta hora, o sol sobe muito rápido, acho que em menos de 1 minuto ele já tinha passado a linha do horizonte por completo.
Para conseguir este nuance de cores no céu e o sol bem definido, fotografei no modo manual 1/500 @ f/16 ISO 100. Dois f/stops a menos que a exposição básica para a luz do dia. BDE (Basic daylight exposure) . Outro cuidado é com a linha do horizonte. Fotos com a linha fora do nível (tortas) causam um mau estar para quem as observa. Além disso, se esta foto estivesse torta, você correria o risco de inundar seu computador.
O resultado foi uma foto simples mas com cores vibrantes que harmoniza o ambiente. Acredito que o nascer do sol traz consigo uma energia positiva muito forte.
Informações técnicas:
Câmera Nikon D3 Objetiva 70-200mm 2.8 VRII FX f/16@1/500 ISO 100. Sem uso do tripé.
Sinos da Catedral Brasília DF
A hora mágica acontece logo depois do pôr-do-sol ou um minutos antes do nascer do sol. É o momento ainda conseguimos ter um pouco de claridade proveniente do sol porém ele não está mais no horizonte. Esta técnica é bastante utilizada no meio profissional para conseguir separação entre os prédios e o horizonte mesmo não iluminados artificialmente.
Como o assunto principal era a torre dos sinos procurei um ângulo contra-plongée para destacá-lo. Também tomei cuidado para que o cenário ao fundo contribuísse com a imagem.
O desafio maior que encontrei foi a quantidade de pedestres circulando na cena. Eu tinha imaginado uma foto sem pessoas na cena. Então como fazer? Pedir para fechar a rua? Impossível, até porque eu estava sozinho. Era um final de tarde, todos queriam voltar para suas casas.
Minha solução foi colocar a câmera no tripé bem firme e fazer uma exposição longa de 15 segundos @ f/22 ISO 100. O segredo é que durante estes 15 segundos todas as pessoas e carros se movimentaram na cena e como pessoas não emitem luz também não foram registradas pelo sensor da câmera. Você pode perceber que os faróis dos carros “riscaram” a cena, achei interessante este efeito. O restante que não emitiu luz até foram minimamente registrados, mas a iluminação artificial da torre e prédios foi registrado com mais intensidade.
Faça o teste !
Você vai precisar de um tripé e uma câmera que permita ajustes manuais de exposição. Fotografe a noite uma cena interessante que possua objetos iluminados ou que emitam luz própria. Durante a exposição caminhe na frente da câmera e envie sua foto para que possamos discutir em futuros posts.
Nesta fotografia eu utilizei um tripé, a exposição foi de 15 seg @ f/22 ISO 100. Câmera Nikon D3 e objetiva 28mm 2.8.
Boa neh…. muito boa sua foto…. parabens…..
Ivandro,
estou acompanhando teu blog e gostei muito! Estas dicas são super práticas!
Abs,
Marco
Show de bola Ivandro , o que vc falou é verdade com a tecnologia que se tem hj qualquer fuçador como eu fica clickando por ai hehehehehe.
Neste post descrevo sobre como produzir fotografias noturnas somente com a luz ambiente. Esta fotografia foi produzida em Petrópolis-RJ ao fundo a Catedral de São Pedro de Alcântara. O primeiro passo foi escolher o melhor ângulo para a foto. Este exercício exige paciência pois a melhor maneira de conhecer é caminhando nas ruas da cidade. Muitas vezes a fotografia mais criativa é de um ângulo inusitado buscando uma composição não tão óbvia. Neste dia eu já tinha visitado a catedral durante a manhã. Logo percebi que não era o ideal fotografá-la naquele momento pois havia muita sujeira nas paredes externas e o sol projetava uma sombra muito forte em um dos lados. Para “garantir” até fiz algumas fotos pois numa viagem curta muitas vezes você não consegue voltar para refazer algumas fotos.
Decidi então fotografá-la a noite. Voltei logo depois do pôr do sol. Vi que havia um córrego que passava bem em frente a ela. Sendo assim a imagem da catedral poderia refletir na água proporcionando um belo reflexo. Além disso, quantas igrejas foram construídas em frente ao rio. Com certeza isso foi planejado pelo arquiteto que a projetou.
Posicionei a câmera no tripé fiz a leitura da exposição no modo spot meter (pontual). Com dois segundos de exposição foi imprescindível o uso do tripé. Fiz então 5 fotografias com a câmera na vertical da direita para esquerda. Mesmo que minha intenção não era fazer uma panorâmica 180˚, gostei das ruas margeando o rio. Ao invés de utilizar uma imagem de 12.8 MP com uma objetiva grande angular, fiz três imagens na vertical “somando” os pixels da minha câmera. No final obtive uma imagem de aproximadamente 40.1 MP, e muito mais detalhes .
Nikon D3 Objetiva 70-200 2.8 VRII FX em 80mm e a Exposição f5.6@2seg ISO 200
Faça um teste, pratique! Envie-me o resultado para podermos discutir em futuros posts.
Neste post descrevo sobre a simplicidade do fundo na fotografia utilizando a técnica contra-plongeé. Quando fiz esta imagem em Brasília, lembro-me que havia um terreno árido com vegetação seca e ainda algumas construções no horizonte da cena. Pensei como fotografar esta ipê sem que aqueles elementos desviassem a atenção do espectador. Minha solução foi me posicionar debaixo da árvore onde eu consegui fotografar com um fundo limpo, sem distrações. Este ângulo é chamado de *contra-plongée. O céu azul levemente escuro (polarizado) ficou desta forma pois fotografei num dia de sol com baixa umidade. Além disso gostei da vibração do amarelo das flores contrastando com o azul do céu. O azul e o amarelo fisicamente falando são cores opostas e isso faz com que o espectador olhe primeiramente para as flores amarelas depois corra os olhos para o restante da composição.
Faça este teste! Feche os olhos por alguns segundos e quando abrir olhe rapidamente para a imagem. Você sempre verá o amarelo das flores primeiro.
Fotografia produzida com Nikon D3 Objetiva 28mm 2.8 em f16@1/200 ISO200
*Contra-plongée: A câmera fotografa o objeto de baixo para cima, ficando a objetiva abaixo do nível normal do olhar. Geralmente dá uma impressão de superioridade, exaltação, triunfo, pois faz “crescer”.
Neste post vou falar sobre as objetivas e suas qualidades especificamente para as câmeras compactas. Adotarei o termo objetiva, pois sempre vem na memória meu professor da faculdade Nick Dekker que dizia: Lente só serve em óculos, a câmera usa uma objetiva.
Nas câmeras compactas a objetiva faz parte do corpo, não sendo possível trocá-la. Assim você terá que escolher a mais versátil possível.
As câmeras ultra finas, super compactas nem sempre possuem excelentes objetivas. Elas têm a vantagem de ser pequenas e leves porém devido ao seu tamanho, não permitem um conjunto óptico muito sofisticado. O exemplo abaixo é uma Nikon Coolpix P100. Este modelo oferece mais versatilidade pois é composta com uma objetiva super completa. Mas por outro lado é uma câmera relativamente “grande” quando comparada as demais da sua categoria.
Nestes casos duas características são importantes: A luminosidade (abertura do diafragma) e a quantidade de vezes do zoom óptico.
Visualmente é possível perceber que quanto maior for o diâmetro da objetiva mais luminosa ela é. Mas tecnicamente falando, as melhores objetivas possuem uma abertura do diafragma entre f/4 e f/1.4. Este número está escrito na borda da objetiva conforme exemplo:
A nomenclatura no topo da objetiva diz que esta possui o Zoom óptico de 26x, ou seja, ela possui a capacidade através do seu mecanismo interno de aproximar o assunto que será fotografado em 26x. Porém quando aproximado ao máximo a abertura do diafragma máxima será de f/5.0. O que significa uma perda razoável de luz que atingirá o sensor dentro da câmera. Você irá notar que as imagens noturnas com o zoom máximo tendem a ficar mais escuras.
ED significa Extra-low dispersion glass, o vidro que foi produzido a objetiva é de alta qualidade e produz baixa dispersão de luz.
VR significa Vibration reduction, que a objetiva possui a capacidade de diminuir a vibração causada pela mão do fotógrafo no momento do click. Porém reduzir não significa eliminar. Tome cuidado pois isto é apenas uma câmera fotográfica e ela não faz milagres. Na verdade, o uso desta tecnologia se justica quando fotografamos no modo M (manual) em velocidades baixas (menores que 1/60) ou em situações que exista muita luz ambiente ex.: luz de teatro e shows. Não terá resultado expressivo em velocidades acima de 1/125 pois o próprio obturador irá congelar a imagem. Já no modo A ou P (automático) a câmera julgará se é necessário acionar esta função.
Objetivas para câmeras profissionais falarei em um novo post dedicado a cada uma delas. Existe muita informação de difícil compreensão sobre este assunto. Tentarei desmistifica-los aqui em breve.
Para finalizar gostaria apenas de fazer mais uma advertência. Não caia na ilusão do Zoom Digital. Este zoom consiste numa interpolação da imagem por cálculos matemáticos processados internamente que não irão contribuir com sua imagem. É uma “falsa” aproximação. Recomendo aproximarem posteriormente via software editor de imagem como o Photoshop.
eu amo fotografar e adorooo essas suas dicas ..
Parabéns Ivandro
Tamanho do sensor fotográfico
Escolhi este tema como o primeiro a ser comentado pois recebo quase que diariamente amigos com dúvidas sobre qual equipamento comprar.
Minha resposta começa com uma pergunta.
Para qual finalidade você pretende utilizar este equipamento?
Talvez seja para fotografar o filho que esta para nascer, uma viagem planejada, hobby de final de semana, uma paixão ou até mesmo pretensão numa carreira profissional. Bem, na verdade na maioria dos casos, o equipamento irá contribuir em torno de 20% da qualidade final da sua imagem.
Porém, existem algumas características que devemos levar em consideração. A primeira delas é o tamanho do sensor (CCD ou CMOS). Atualmente a maioria das câmeras compactas (exceto Tecpix) possuem qualidade muito semelhante. Pois o tamanho do sensor destas câmeras são quase todos do mesmo tamanho. A vantagem é que torna-se possível com esta tecnologia ter uma “câmera fotográfica” acoplada em dispositivos cada vez menores tais como, celulares, tabletts. As câmeras profissionais e semi-profissionais possuem um sensor maior. Confira no diagrama abaixo:
Estes sensores possuem milhões de células sensíveis à luz, chamados fotodiodos. Cada um deles gera uma carga elétrica quando estimulado pela luz que entra através da objetiva. Logo as câmeras que possuem sensores maiores possuem fotodiodos maiores. Estas cargas elétricas processadas pela camera transforma-se em uma imagem que é então armazenada no cartão de memória. Cada fotodiodo gera um pixel da imagem final. Estes milhões de pixels organizados lado a lado criam a imagem na tela do computador.
Ex: Um sensor de 3000 x 2000 fotodiodos vai gerar um arquivo de 6 megapixels.
Para concluir, o tamanho do pixel intefere mais na qualidade da imagem do que a quantidade pixel. Prefiro uma camera de 12.1 megapixel com um sensor fullframe 36x24mm do que uma camera de 18 megapixel com um sensor DSLR Comum 22x15mm.
Parabéns !!!
Adorei as informações…
Estou adorando as dicas!